Erros mais comuns

 

Here is a list of some of the most common mistakes people make when speaking or writing in Portuguese.

Aqui está uma lista de alguns dos erros mais comuns que as pessoas cometem quando escrevem ou falam em Português.

Retirei a maioria desses exemplos e algumas das explicações de um ótimo artigo publicado pela revista Veja em agosto de 2010 (para ler todo o artigo, procure no Acervo Digital a edição 2177, n. 32, de 11 de agosto de 2010, páginas 94 a 101). O texto todo é bem avançado, qualquer coisa peçam ajuda!

1. Deixei meu emprego porque houveram algumas dificuldades na empresa em que eu trabalhava.

Houve dificuldades. Haver, no sentido de existir, acontecer, suceder, fazer  ou quando indica tempo decorrido é impessoal. Não tem sujeito e por isso não deve ser flexionado. O verbo deve ficar na terceira pessoa do singular.

– Se houvesse mais vagas eu iria prestar aquele concurso.

dez horas que não como.

Deve haver milhões de pessoas estudando Português agora.

2. Ela estava meia ameaçada de falência.

Meio ameaçada. Os advérbios – palavras que modificam o verbo – são invariáveis. Não têm, portanto, concordância de gênero.

Minha irmã acordou meio enjoada hoje.

A janela da sala estava meio aberta.

3. Inclusive, o chefe reteu meu último pagamento.

O chefe reteve: reter deve seguir a conjugação do verbo do qual é derivado, ter. O mesmo vale para ater, abster, conter e deter .

O professor me reteve por duas horas.

Eu me abstive de votar nas últimas eleições.

4. Segue anexo aqui, com meu currículo, dois trabalhos que fiz.

Seguem anexos, porque são dois trabalhos: cuidado com a concordância verbal (seguem dois) e também com a concordância nominal (trabalhos anexos).

– As cópias estão anexas.

Você pode usar a forma em anexo, que é invariável:

Em anexo, seguem as notas dos alunos.

5. Aliás, estudei na mesma faculdade aonde o senhor deu aula.

Onde o senhor deu aula: aonde (a + onde)

Onde = “em que lugar”. Indica permanência, lugar sem movimento.

Aonde = “a que lugar”, “para que lugar”. É usado com verbos de movimento.

– Fui aonde o senhor me mandou.

– More onde não mora ninguém.

6. Mas não terminei o curso por causa que decidi seguir outra carreira.

Porque decidi: por causa que é mais do que errado – nem sequer existe.

7. Agora já fazem cinco anos que trabalho nesta área.

Faz cinco anos: quando o verbo “fazer” indica tempo, é sempre impessoal – faz um ano, e faz cem anos.

Faz três dias que não falo com ela.

– Ontem fez dois meses que meu gato sumiu.

8. Qualquer coisa que passem para mim fazer, eu entrego no prazo.

Para eu fazer: antes de verbo no infinitivo, nunca se usa pronomes pessoais do caso oblíquo. Me, mim, comigo, contigo, lhe e outros pronomes oblíquos são usados como complementos, e não sujeitos. Eu é o sujeito, e não mim. Mim não faz nada. Só os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu ele, nós, vós, eles) é que praticam a ação.

– Tenho que estudar bastante para eu passar na prova.

– A matéria está aqui para eu rever.

9. Tenho certeza de que, se eu dispor de uma boa equipe, poderei trazer mais clientes para a companhia.

Se eu dispuser é o correto. Como no item 3, os verbos derivados de ter, vir e pôr não podem ser conjugados de forma regular.

– Se ele vier, jantaremos.

– Se eu intervier, essa briga vai acabar

10. Espero que eu seje aprovado. Preciso de trabalhar.

Dois erros inadmissíveis de uma vez só. O primeiro é a conjugação “seje”, que não existe no português. Espero que eu seja aprovado é o correto. O outro erro grave é de regência “Precisar” é um daqueles verbos cheios de truques: conforme o significado, requer ou dispensa preposição. No sentido de ter necessidade e seguido de verbo no infinitivo, ele não aceita preposição: preciso trabalhar.

Print Friendly, PDF & Email